Hospital Agostinho Ribeiro

A Santa Casa da Misericórdia de Felgueiras já administrava um hospital, sito no edifício conhecido por “Hospital Velho”, quando em 1912 recebeu uma doação por parte daquele que viria a ser o maior benemérito da Misericórdia e talvez mesmo do concelho de Felgueiras, Agostinho Cândido de Sousa Ribeiro. Agostinho Ribeiro, homem que emigrou e fez fortuna no Brasil, e, uma vez regressado à sua terra Natal, soube fazer bom uso da sua fortuna ao reparti-la pelas casas de caridade.

Foi, por escritura de 13 de Outubro de 1912, que a Misericórdia passou a administrar o Hospital Agostinho Ribeiro até 1974, altura em que o mesmo foi nacionalizado, mantendo-se a Misericórdia apenas como proprietária.

A intenção de doar o hospital, construído com expensas próprias (30 contos de reis) e que podia recolher regularmente 40 doentes, 20 do sexo masculino e 20 do sexo feminino, foi comunicada à Mesa Administrativa, em sessão extraordinária ocorrida em 26 de Abril de 1912, pelo próprio Agostinho Ribeiro.

O hospital tinha como finalidade: tratar gratuitamente os pobres, pela seguinte ordem: os irmãos, os do concelho, os de fora, socorrer os irmãos pobres no domicílio; venerar, no hospital, a padroeira; praticar, para com os irmãos falecidos, os actos de religião determinados nos estatutos e recolher e tratar no hospital quaisquer pessoas que não fossem pobres, de acordo com os regulamentos

A Câmara Municipal, para homenagear Agostinho Ribeiro, deliberou, por unanimidade, em reunião de 26 de Setembro de 1912, escolher para feriado municipal o dia da inauguração do hospital, ou seja, o dia 12 de Outubro. Este deverá ter vigorado até 1957, data da tomada de conhecimento do Decreto 41 152, de 12 de Junho, que autoriza a considerar feriado concelhio o dia 29 de Junho.

Após projecto de 1920 e consequentes obras de ampliação e remodelação, o Hospital ganha, entre outras melhorias, um balneário para serviço externo. Neste, a consulta era gratuita e os banhos poderiam ser dados a qualquer pobre que apresentasse atestado médico e em que a prescrição hidroterápica fosse feita.

Mas, em 1899, a Misericórdia, já ciente do grande valor humano que Agostinho Ribeiro possui, propõe, em sessão de 07 de Junho, que Agostinho Ribeiro e sua mulher fossem considerados irmãos benfeitores da Irmandade e que o seu retrato fosse colocado na sala principal do hospital. Mais, ainda foi decidido propor à Câmara que denominasse “Avenida Agostinho Ribeiro” a estrada de ligação da Estrada Real n º 27 com a entrada do hospital. A Câmara, atendendo à justiça do pedido e porque também já era essa sua intenção, deliberou, em sessão de 26 de Junho de 1899, denominar a dita estrada “Avenida Agostinho Ribeiro”

Nos final dos anos 90, a Misericórdia com apoios do Governo, da Câmara Municipal e do Tecido Empresarial, recuperou o Hospital Agostinho Ribeiro, que tinha sido nacionalizado após o 25 de Abril de 1974, e construiu um hospital novo com Serviço de Atendimento Permanente (Urgência), Serviço de Medicina Física e de Reabilitação ((Fisioterapia), Serviço de Ambulatório ou Consulta Externa, com especialidades de Urologia, Cirurgia Vascular, Ortopedia, Otorrinolaringologia, Oftalmologia, Cirurgia Geral, Ginecologia e Fisiatria, Laboratório Análises Clínicas, radiologia, Hemodiálise e Provas Funcionais Respiratórias.

Em 2001 abriu o Bloco Operatório e foi iniciado o internamento nas áreas de Medicina Interna, Cirurgia e vários Exames Complementares de Diagnóstico e Terapêutica.

Mais recentemente, em Outubro de 2006, abriu a Unidade de Cuidados Continuados de Convalescença, em Outubro de 2007 a Unidade de Média Duração e em Setembro de 2011 a Unidade de Longa Duração e Manutenção.